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sábado, 17 de março de 2012

Novo Outlander anda para trás


Aparentemente, a crise financeira em 2008 fez mais estragos na indústria automobilística japonesa que o tsunami de 2011. A catástrofe natural já está sendo superada, mas o impacto psicológico de quatro anos atrás continua a afetar o planejamento dessas marcas.


Preocupadas com uma suposta nova visão dos clientes, parte delas resolveu voltar atrás no design e projetar carros racionais até demais esquecendo que o visual ainda fala alto. Só um raciocínio assim parece explicar porque a Mitsubishi transformou o novo Outlander num veículo sem inspiração.


A nova geração – a terceira, já que a marca conta o Airtrek como o primeiro Outlander – estreou em Genebra praticamente como uma evolução do conceito PX-MiEV. O estilo, como se vê na imagem ao lado, é absolutamente monótono: linhas simples e perpendiculares e nenhum traço de personalidade. A grade e faróis, um dos poucos aspectos mais chamativos, ficaram perdidos em tamanha mesmice.


Por dentro, o marasmo estético prossegue em um painel com acabamento laqueado emoldurado por um filete cromado. Os comandos satélite no volante têm design diferente de cada lado: à esquerda usa-se um botão circular, prático e intuitivo, já à direita o conjunto de teclas está desalinhado e há um mecanismo acionado no sentido vertical.

Mais versátil

Essa espécie de volta às origens é compensada em parte pelos recursos técnicos do crossover. Os motores estão mais potentes e limpos – a versão 2.0, por exemplo, gera 150 cv com sistema Start-Stop e câmbio automático de seis marchas. O modelo também é equipado com dois recursos de segurança cada vez mais populares. O primeiro evita choques frontais acionando o freio em situações de emergência e o segundo avisa o motorista caso ele invada outra pista. A Mitsubishi se preocupou em facilitar o uso dos assentos do Outlander, que pode levar sete pessoas, dependendo da versão. As duas fileiras podem ser rebatidas, deixando livre um espaço com 1,69 m de comprimento.

O novo Outlander chega ao mercado mundial na virada do semestre primeiro na Rússia, depois Europa, Japão, Oceania, China e América do Norte. Sim, a montadora não lembrou da América do Sul em seu comunicado, mas é sensato pensar que o modelo mudará no Brasil por volta do Salão do Automóvel – o ASX também chegou sem avisar no ano passado.
Fonte: iGCarros

quarta-feira, 14 de março de 2012

Mitsubishi Lancer GT viaja no tempo em nova propaganda


O Mitsubishi Lancer foi uma jogada ousada da marca japonesa para bater de frente com gigantes do mercado como o Honda Civic e o conhecido Toyota Corolla. Ambos são produtos consolidados no segmento e, por maior que seja o otimismo, bater suas vendas é uma tarefa difícil. Isso sem falar no Chevrolet Cruze e no Kia Cerato, que também estão na briga.

Para chamar a atenção do público, a Mitsubishi lançou um comercial do Lancer com cenas da famosa trilogia “De Volta para o Futuro”. Segundo a marca, até o diretor americano Steven Spielberg participou na criação da propaganda.

As cenas contam com a participação do ator Christopher Lloyd, o Dr. Brown (ou, simplesmente, Doc., para os mais familiarizados) que, ao enviar seu DMC DeLorean para uma viagem ao tempo, se surpreende com um Lancer GT enviado de um futuro distante.

A Mitsubishi disse que foram necessários 4 meses de trabalho para o anúncio ficar pronto e que Spielberg participou quatro vezes no processo de aprovação das imagens. A novidade vai ao ar nesta sexta-feira, 02, com um break exclusivo durante o Jornal Nacional, na Rede Globo.
Fonte: iGCarros

domingo, 4 de março de 2012

Pajero Full ganha retoques no Brasil


Sem fazer muito alarde, a Mitsubishi passou a oferecer no mercado brasileiro a “nova” Pajero Full. O modelo ganhou uma discreta reestilização, no qual mudaram a grade dianteira, os para-choques, que ficaram mais encorpados, além do interior, que ganhou materiais de melhor qualidade.

O utilitário esportivo passa a contar com uma central multimídia com tela touchscreen, que concentra informações do GPS – em português e com identificador de radares – e sistema de áudio, além de possuir conexão bluetooth para fazer e receber ligações do celular

A Mitsubishi Pajero Full continua sendo equipada com o motor 3.8 V6 movido a gasolina de 250 cv e o 3.2 de quatro cilindros a diesel de 200 cv, acoplados a um câmbio automático de cinco velocidades e dotados de tração 4x4. Os preços partem de R$ 173,9 mil e podem chegar a R$ 193.990.
Fonte:  iGCarros

sábado, 3 de março de 2012

Novo Outlander surge antes de Genebra


No início deste ano, a Mitsubishi começou a despertar a curiosidade alheia quando mostrou um teaser do que supostamente seria a nova geração do crossover Outlander. Confirmando a hipótese e matando um pouco da vontade dos mais ansiosos, a marca revelou as linhas finais do modelo que teve como fonte de inspiração o conceito PX-MiEV.

O carro ganhou visual mais contido, que lembra o do irmão Pajero Full, com o logo envolvido por quatro filetes cromados (dois de cada lado) e faróis recortados que, em sua parte superior, vão em direção a lateral do veículo.

A entrada de ar, em formato de trapézio, ficou menor e fez o carro perder aquele apelo esportivo que a atual geração passa. Segundo a marca, essa nova linguagem estética será aplicada gradativamente aos novos modelos que serão lançados nos próximos anos.

O novo Mitsubishi Outlander poderá ter de início duas opções de motores, sendo o primeiro o 2.0 a gasolina de 160 cv e o segundo o 2.2 a diesel fornecido pela PSA que gera 177 cv. Assim como a atual geração, ele deverá ter versões com tração nas rodas dianteiras como integral.

Em 2013, o modelo ainda terá uma variação híbrida que utilizará elementos do conceito PX-MiEV, apresentado pela marca no Salão de Tóquio de 2009. A apresentação do modelo acontece em março, no Salão de Genebra. Já as suas vendas devem começar no segundo semestre deste ano, no continente europeu.
Fonte: iGCarros

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Lancer Sportback é o 'mini Evo'


Diminutivos, em certos casos, podem soar ofensivos. Não é o que acontece quando a referência em questão é o Mitsubishi Lancer Evolution X, um mito entre fãs de esportivos. Por isso, chamar o Lancer Sportback Ralliart das fotos de “Mini Evo X” não chega perto de desqualificá-lo. Pelo contrário: lembra que você pode ter nas mãos o mesmo DNA do sedã tetracampeão do WRC (Mundial de Rali) em uma embalagem mais “econômica”.


Sim, “econômica”, entre aspas mesmo, já que não dá para chamar um carro de R$ 149.990 de barato. Mas não saia por aí dizendo que ele é caro antes de saber o que traz este Sportback – chamá-lo de hatch é arrumar briga com os designers da Mitsubishi, pode acreditar. A carroceria de quatro portas e porta-malas de 450 litros vem recheada com motor 2.0 turbo de 250 cv de potência a 6.000 rpm e 35 kgfm de torque entre 2.500 rpm e 4.275 rpm, câmbio de dupla embreagem, tração integral e diferencial central ativo com escorregamento limitado na frente e atrás. É um pacote capaz de levar o hatch (opa, Sportback!) de 0 a 100 km/h em 7,1 segundos e a 220 km/h de velocidade máxima.


“Legal, mas ele tem a pegada do Evo X?”, deve estar perguntando você. Sim, mas com algumas ressalvas. É preciso lembrar que o Evo tem 295 cv e 37,3 kgfm (o motor é o mesmo do Sportback, mas a turbina do sedã é maior), ou seja, a tocada na cidade é parecida, já que o torque é apenas 6,6% superior, mas o Evolution grita bem mais alto com seus 18% de potência extra na hora de esticar as marchas.


Ah, um dado que talvez acabe com as comparações entre os dois na sua cabeça: o Sportback Ralliart é R$ 60.000 mais barato que o Evolution X. Com uma economia de mais R$ 3.630, você pode comprar um Fiat Punto T-Jet para usar no rodízio. Chique, não?

A “arte do rali”

Quem construiu o Sportback tem história para contar. A preparação esportiva do modelo ficou a cargo da Ralliart, divisão da Mitsubishi responsável pelo desenvolvimento de componentes e veículos de alta performance que ostenta nada menos que quatro títulos no WRC e 12 no Rally Dakar.

É deles o acerto do câmbio de dupla embreagem, que traz borboletas no volante e dois modos de condução (Normal e Sport). Rápido como todo bom dual clutch, o do Sportback tem um modo a menos que o do Evo (ele não traz a opção Super Sport), mas não decepciona.

É inteligente trabalhando na cidade e estica as marchas com gosto quando exigido em condução esportiva. E quer saber uma coisa? Fora de um autódromo, o modo Super Sport não faz falta. Ele estica todas as marchas até o fim mesmo que você não esteja com o pé no fundo do acelerador e faz reduções tão ousadas quanto as de um piloto de corridas. Convenhamos: não é necessário em uma estrada.

Já a tração AWD (all-whell drive, ou tração em todas as rodas) do Sportback conta com os mesmos recursos do Evolution X. São três modos de operação: Tarmac (para superfícies secas e com boa aderência), Gravel (para condução em pisos como cascalho ou sob chuva) e Snow (para neve ou lama).

Os candidatos a Tommi Mäkinen (tetracampeão com o Evo X no WRC) ainda tem à disposição o sistema de diferencial central ativo, que administra a diferença entre o torque das rodas dianteiras e traseiras, controles de tração e estabilidade e sete airbags (dois frontais, dois laterais, dois do tipo cortina e um para o joelho).

Com tudo isso a bordo, você poderá fazer curvas de serra sem medo de ser feliz ou visitar o guard-rail – desde que mantenha uma velocidade prudente, obviamente.

No trecho de serra próximo à cidade de Sousas (SP) em que o iG Carros avaliou o Sportback, o Lancer provou que é um esportivo de estirpe refinada, acelerando e freando com competência impressionante. O acerto direto e preciso da direção e a suspensão, que passa longe de ser uma “tábua”, também deixaram ótima impressão.

Seus R$ 149.990 ainda compram sistema multimídia com tela de 7 polegadas, GPS, Bluetooth, USB, câmera de ré e entrada auxiliar para iPod, faróis bi-xenônio, controlador de velocidade de cruzeiro (piloto automático), bancos de couro com aquecimento, ar-condicionado automático, faróis com sensores de luminosidade e limpadores de para-brisa com acionamento automático. O teto solar é opcional.

O único senão do Lancer Sportback Ralliart é o acabamento, inferior ao que se espera de um carro deste valor. A ressalva, aliás, também foi feita na avaliação do Lancer GT.

Para órfãos do Civic Si

Como (infelizmente) se sabe, a nova geração do Civic não terá versão Si no Brasil. De acordo com a Honda, como o esportivo ganhou motor 2.4, o valor do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) elevaria o preço a um valor pouco competitivo no Brasil. Uma pena, já que o Si anterior é o melhor esportivo fabricado em território nacional.

O Sportback pode ser uma alternativa aos órfãos do modelo, que tinha preços acima de R$ 100.000 e ainda tem unidades à venda por menos de R$ 90.000. Apesar do câmbio automatizado (o Si é manual), o Lancer é bem superior ao Honda tanto em números de desempenho como em sensações ao volante – e não poderia ser diferente, dada a diferença de concepção e valores entre ambos.

No mercado brasileiro, o Sportback ainda briga com o Audi A3 (R$ 121.000; 200 cv), o MINI Cooper S (R$ 128.750; 184 cv) e o Subaru Impreza WRX (R$ 270 cv; R$ 130.000). Está aí uma "dorzinha" de cabeça que não faz mal a ninguém.
Fonte: iGCarros
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